CADÊNCIA DA BATERIA

O maior encontro de bandeiras de Niterói

NA CADÊNCIA DA BATERIA

TUDO SOBRE OS CARNAVAIS DE NITERÓI, SÃO GONÇALO E RIO DE JANEIRO

SOUZA SOARES

Cris Alves é a estrela do título do Grupo de Acesso

SANTA ROSA É A NOVA CAPITAL DO CARNAVAL DE NITERÓI

As vizinhas Folia do Viradouro e Souza Soares campeãs dos grupos Principal e de Acesso

FOLIA DO VIRADOURO GRANDE CAMPEÃ DO CARNAVAL DE NITERÓI 2015

Escola de Santa Rosa obteve nota máxima de 19 dos 20 jurados

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domingo, 17 de janeiro de 2016

É hora de unificar a luta do folião à luta dos trabalhadores

De volta à Cadência, o colunista Professor Mariano comenta a ação dos sambistas contra o cancelamento dos desfiles carnavalescos em algumas cidades do interior fluminense e compara com as mobilizações dos trabalhadores nas ruas. Afinal, assim como a educação, a saúde e a tarifa do transporte público, o carnaval também é um direito do povo.

Confira a opinião do Professor Mariano

“É hora de unificar a luta do folião à luta dos trabalhadores”
por Professor Mariano

Eu acho um equívoco de algumas pessoas, estarem protestando de forma individual contra o corte de verbas e do cancelamento do carnaval, que algumas prefeituras estão fazendo.

Em vez de neste momento estes amantes do carnaval juntarem-se com os trabalhadores, nas manifestações de rua contra estes mesmos governos que não só cortam verbas da cultura carnavalesca, mas de outras áreas tão cara à vida do trabalhador, como saúde e educação. Este sambista numa atitude a meu ver individualista e fragmentada faz protestos isolados tentando mais na base do “acordão” do que protesto mesmo fazer com que estes governos se sensibilizem pela sua luta.

O carnaval como a educação, a saúde e a tarifa social do transporte público, é direito do povo trabalhador que paga seus impostos a burocracia estatal. Então caro folião, no exato momento que esse mesmo governo canalha em nome de uma suposta “crise”, que a gente sabe que é na verdade, consequência da roubalheira e saque que políticos e empresários fazem há séculos no Estado brasileiro. É portanto um contrassenso, vocês irem para a porta da prefeitura para reivindicar apenas a realização do carnaval. Deixando de lado, outros problemas, que também diz respeito a vocês sambistas. Isto porque, o seu filho estuda em escola pública, sua esposa precisa da consulta médica e você anda de ônibus caro.

Já passou da hora de nós que militamos no mundo do carnaval deixarmos de sermos, massa de manobra na mão de político safado. Todos os problemas que temos hoje no carnaval do Estado do Rio de Janeiro, é fruto de uma política equivocada que muitos foliões vêm praticando quando vão sentar à mesa para discutir com o poder público. Nas ultimas décadas a maioria das agremiações carnavalescas vêm fazendo seus carnavais a partir de um apoio quase que exclusivo do poder público. Com isso acaba institucionalizando o carnaval dentro das entranhas do Estado. Negando a essência da festa de momo, que como dizia o inesquecível intelectual russo Bakhtin, era sua anarquia e desfiliação da ordem estatal por quatro dias. O resultado desta dependência estatal é que a cada ano o Estado vêm controlando e alterando o carnaval ao seu bel prazer. Criando medidas esdruxulas como, têm que beber apenas uma marca de cerveja, não pode urinar na rua, mesmo quando a multidão é bem maior que os banheiros disponíveis e outras baboseiras que vêm transformando o carnaval numa grande chatice do politicamente correto.

Esta dependência em relação ao poder público faz com que, no momento em que o Estado se diz em “crise”, ele descarte a festa carnavalesca de uma forma rápida e simples. Aí o folião, o sambista que se afastou da sua comunidade, de sua turma, não vê outra solução política para tal impasse, do que ficar de pires na mão em frente à prefeitura, pedindo esmola a político corrupto. Se o poder público não quer mais o carnaval vamos fazer o carnaval sem ele, como era antigamente. O carnaval é um fenômeno social e não estatal. Ele nasceu livre e na rua e não nos gabinetes.

Então amigo você folião ou sambista que está aí chateado pois na sua cidade não vai ter carnaval em 2016. Senão não têm rabo preso com esses pilantras que estão não só tirando o nosso carnaval, mas tirando nossa terra, nossa escola, nosso hospital e também nosso humor. Se junte a uma grande parte da população que, como em 2013 está voltando paras às ruas para protestar contra os desmandos dos governos municipal, federal e estadual.

Vamos unificar as lutas dos sambistas, foliões, estudantes, professores nas ruas para assim termos uma pressão social muito mais forte contra o Estado, que vê o hoje o povo como seu inimigo, pois não tira só o pão nosso de cada dia, mas também o nosso carnaval de cada ano.
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PROFESSOR MARIANO

Historiador e pesquisador do carnaval, um dos fundadores do projeto Cadência da Bateria. 

Em suas colunas aborda o carnaval considerando os aspectos políticos e sociais e a importância dos desfiles para a construção da memória da cultura popular.

sábado, 16 de janeiro de 2016

Prefeitura anuncia redução de 40% de investimento mas mantém desfiles da Rua da Conceição e apoio às escolas que desfilam na Capital.

Com uma redução de 40% nos gastos com o Carnaval, a Prefeitura de Niterói, através da Neltur –Niterói Empresa de Lazer e Turismo, está organizando a logística da festa momesca na cidade, que reunirá 35 agremiações no desfile oficial na Rua da Conceição, mais de 100 blocos nas ruas e em 13 comunidades, onde se destacam os carnavais de bairro.

Presidente José Haddad e representantes de órgãos públicos que atuaram no Carnaval

Mais uma vez, as três escolas que disputam no Carnaval do Rio, Viradouro, Cubango e Sossego, mais uma vez receberão apoio financeiro da Neltur, mas também com 40% de redução.

Para o presidente da Neltur, José Haddad, a economia é uma preocupação constante neste trabalho, mas o principal é que os foliões de Niterói curtam os quatro dias desta festa popular, aproveitando com muita animação, seja desfilando na Rua da Conceição, ou mesmo pulando num dos blocos e bandas que sairão espalhados em diversos pontos da cidade. “ A alegria do folião é o fator principal desta festa popular, mas claro, o que cabe a gestão pública, que é garantir a estrutura e logística será feito. O niteroiense gosta de um carnaval pacífico, alegre e familiar e estamos trabalhando para que isso aconteça, mas teremos uma economia significativa este ano em toda a festa de carnaval”, ressalta Haddad.

Rua da Conceição - A abertura do Carnaval de Niterói será dia 7, às 19h, quando o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, e o Presidente da Neltur, José Haddad, entregarão a chave da cidade ao Rei Momo, Thiago Gomes, que compõe a Corte Momesca formada também pela Rainha, Maryanne Hipólito, a 1ª Princesa, Andressa Ramos e a 2ª Princesa, Danielle do Nascimento. Aliás, a Corte Momesca do Carnaval de Niterói estará presente em todos os carnavais de bairros da cidade.

A Rua da Conceição vai ser palco dos desfiles das Escolas de Samba durante três dias, 7, 8 e 9 de fevereiro, a partir das 20h.

A ordem dos desfiles será a seguinte:

Dia 7 – a partir das 20h – Grupo Especial de Enredo

Bem Amado, Unidos do Castro, União do Maruí, Banda Batistão, Galo de Ouro, Grilo da Fonte, Unidos da Ciclovia, Fora de Casa, Unidos do Barro Vermelho e Tá Rindo Por Quê?

Dia 8 – a partir das 20h – Grupo de Acesso

Combinado do Amor, Sacramento, Experimenta, União da Engenhoca, Mocidade de Icaraí, Unidos do Boaçu, Balanço do Fonseca, Bafo do Tigre, e Tá Mole Mas é Meu.

Dia 9 – a partir das 20h – Grupo Principal

Souza Soares, Cacique da São José, Magnólia Brasil, Unidos da Região Oceânica, Folia do Viradouro, Império de Arariboia, Sabiá, Grupo do Quinze e Alegria da Zona Norte.

Logística - Para maior comodidade, segurança e prevenção ao público e foliões presentes, na Rua da Conceição serão montados 100m de arquibancadas, 1 posto de saúde com 3 médicos, 1 enfermeiro, 2 auxiliares de enfermagem e 3 ambulâncias com enfermeiros e 12 padioleiros, além dos efetivos do Corpo de Bombeiros, PM, Guarda Municipal, CLIN, Controle Urbano e NitTrans.

A expectativa é que cerca de 20 mil pessoas assistam os desfiles durante os três dias no Centro de Niterói.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Caprichosos de Pilares seleciona mulheres negras para o abre-alas

Nesta quinta-feira, dia 14 de janeiro, a Caprichosos de Pilares receberá em sua quadra aspirantes à guerreiras de Oxum para o carro abre-alas da escola. A seleção iniciará às 21h e a única exigência é ser negra e ter samba no pé. São 18 vagas e as candidatas devem comparecer com RG, CPF e uma foto 3x4. Procurar Alex Oliveira para realizar a inscrição. A quadra da escola fica na Rua Faleiro, 1, em Pilares,


Fantasia que será usada pelas escolhidas


Quinta escola a desfilar no sábado de folia, a Caprichosos de Pilares tentará voltar ao Grupo Especial, onde esteve pela última vez em 2006.


terça-feira, 12 de janeiro de 2016

A crise e os desfiles carnavalescos do Estado do Rio

Na semana em que várias prefeituras anunciaram o cancelamento dos desfiles das escolas de samba, nosso colunista Roberto Morgado, explica em seu artigo como a 'crise' está servindo justificativa para o fim dos desfiles, e até que ponto o carnaval de Niterói também está ameaçado. Com ou sem alegoria, teremos desfiles? Confira a opinião do colunista Roberto Morgado

As diferentes crises financeiras dos municípios fluminenses e o Desfile de Escolas de Samba no Estado
por Roberto Morgado 

            Esclareço de imediato que ao comparar as medidas públicas relativas ao Desfile de Escolas de Samba e Blocos Carnavalescos por diferentes municípios tem por finalidade apresentar “as crises” que sempre justificam cortes e diminuições de apoio financeiro a esta importante atividade econômica e cultural.
            O município de Niterói, ao contrário das expectativas da maioria dos sambistas, está prestes a cancelar a edição do desfile, que em tempos idos era realizado na Avenida Amaral Peixoto e que desde a criação da União das Escolas de Samba e Blocos Carnavalescos de Niterói (U.E.S.B.C.N.) é realizado na Rua da Conceição.

            O desfile em Niterói que estava em ritmo de crescimento contínuo, desde a assunção da atual gestão sofre cortes que diminuiu o nº de Agremiações e de dias em sua edição. Os desfiles são organizados e realizados pela Prefeitura Municipal de Niterói e Liga local. Porém, nota-se que nos últimos anos a Prefeitura tem exercido um controle maior e mais rigoroso sobre as atividades da U.E.S.B.C.N. Não só a prefeitura, mas outros órgãos de controle, como o Ministério Público (M.P.R.J.) e o Tribunal de Contas do Estado (TCE). O Ministério Público em 2014 denunciou a Liga Municipal em função de um representante da U.E.S.B.C.N. ter recebido o valor integral destinado aos Blocos e Escolas de Samba para a realização do Desfile (R$ 1,8 milhão), apresentando uma procuração em nome de todas as agremiações, o que contrariava as recomendações do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e do Ministério Público estadual e na forma do chamamento público, que determianava que as escolas de samba que iriam desfilar no Centro deveriam assinar contratos individuais.[1]

            De qualquer forma, o desfile de 2015 ocorreu como previsto e ainda, no dia da apuração dos vencedores do CARNAVAL 2015, na Quadra da Unidos do Viradouro no Barreto, demonstrando que os embates eram “página virada” na história do carnaval de nossa cidade, o representante do Governo fez promessa as afiliadas, no sentido de que aquelas que realizassem a sua PRESTAÇÃO DE CONTAS até o mês de março,  receberiam ainda em outubro uma CARTA DE CRÉDITO.

            Porém, em abril, durante o feriado de páscoa daquele ano houve o MAIOR E MAIS DURO GOLPE contra as Agremiações Fluminenses, com a retirada dos CARROS ALEGÓRICOS E ALEGORIAS nele contidas do Barracão cedido pela Prefeitura. O tratamento dado ao material pertencente as agremiações (ou sob seus cuidados, vez que comum permutas e empréstimos entre agremiações de diferentes municípios e categorias) foi o de LIXO a ser descartado.

            Como se não bastasse o DESPEJO e a DESTRUIÇÃO dos CARROS ALEGÓRICOS e ALEGORIAS, muitas Agremiações e a própria U.E.S.B.C.N. foram pegas de surpresa com a publicação em 07/10/15 no Diário Oficial do Município promovendo a intimação daqueles que possuíam pendências em prestações de contas. Um total de 18(dezoito) processos administrativos relacionavam-se às Afiliadas e 5 (cinco) destes eram movidos em face da própria União.


De acordo com o Tribunal de Contas do Estado (Delib.nº 200) o prazo final para prestação dessas contas era no dia 22/10/15 e, após esse prazo, seriam adotadas as medidas legais cabíveis aos faltosos. Ainda naquele mês (dia 18) publicamos artigo no qual alertávamos que a realização da festa na Rua da Conceição em virtude estaria comprometida caso a União ficasse impossibilitada de receber valores de entes públicos, nos seguintes termos:

Embora o repasse dos valores tenha deixado de ser realizado pela U.E.S.B.C.N. acreditamos que sem a presença do Órgão na preparação e realização dos Desfiles na Rua da Conceição a tendência é que NÃO OCORRAM DESFILES DE ESCOLAS DE SAMBA na cidade de NITERÓI durante os festejos do CARNAVAL DE 2016.

Na data de hoje, 12 de janeiro de 2016, O CANCELAMENTO DO DESFILE DOS BLOCOS E ESCOLAS DE SAMBA PARECE-NOS MUITO, MAS MUITO MAIS PLAUSÍVEL DO QUE ANTES, e não pelo motivo anteriormente ventilado, mas sim por questões político-partidárias e a UNIÃO REAL DOS DIRIGENTES DAS AGREMIAÇÕES que deliberaram no sentido que no desfile de 2016 NÃO HAVERÁ CARRO ALEGÓRICO NEM ALEGORIA alguma.

Essa decisão tem por base a negligência com que as agremiações foram tratadas durante o ano, com as constantes avaliações, reuniões e visitas para que houvesse o ressarcimento do prejuízo decorrente do despejo do Batalhão.

Consideramos ainda o agravante da redução do valor destinado às Agremiações no aporte de 20% (vinte por cento).

Porém, o que consideramos como o principal elemento para vislumbrarmos esse tenebroso quadro é o precedente aberto no fim da semana passada pelo município de Cabo Frio e que teve como justificativa a mesma “CRISE” alegada por Niterói e que culminou com a nova redução do apoio financeiro para a realização dos desfiles.
Hoje, na parte da manhã, os sambistas de São Gonçalo noticiaram o cancelamento do Desfile naquele município através do Programa Serginho Total, na Rádio Fluminense AM 540.

crise x CRISE

O termo CRISE tem sido a justificativa para inúmeros atos governamentais nas várias esferas, sempre visando cobrir a má gestão dos recursos públicos. Na esfera federal podemos citar a volta da CPMF, imposto criado para a área de saúde e que, se aprovado, servirá tão somente para cobrir o rombo deixado pelos atuais gestores.
O que nos incomoda é o fato de identificarmos CRISES tão diferentes em municípios contíguos, como o caso RIO DE JANEIRO – NITERÓI – MARICÁ – SÃO GONÇALO.


Em 03 DE SETEMBRO DE 2015 o Prefeito Eduardo Paes, através da Secretaria de coordenação da Prefeitura do Rio de Janeiro anunciou que o repasse para as Agremiações do Grupo Especial aumentaria. Foi então realizada a DUPLICAÇÃO DO VALOR DO REPASSE para estas escolas de samba para o DESFILE DE 2016, o que  foi oficializado em 24 DE NOVEMBRO pela prefeitura do Rio de Janeiro.

No município de Maricá, o Prefeito Washington Quaquá anunciou em 26 DE MAIO a crioação do G.R.E.S. União de Maricá, que teve até mesmo stand na segunda edição do Carnavália­Sambacon, que ocorreu entre os dias 18 e 20 de junho de 2015. Foi no mês de setembro adquiriu a vaga e o CNPJ do Império da Praça Seca, procedimento que é chamado pelos sambistas de “COMPRA DE CNPJ”. Oficializada em 27 DE NOVEMBRO a Agremiação que já nasce desfilando na Estrada Intendente Magalhães na SÉRIE C e de acordo com a administração municipal a Quadra a ser construída contará com Centro de Formação Tecnológica e Escola Técnica. Ambas servirão para a formação de profissionais ligados a economia da cultura (cenógrafos, iluminadores, aderecistas, etc.)[2].

            Em 2015 o Carnaval de Cabo Frio foi considerado um dos mais animados do interior do Rio. Pela cidade circularam 51 blocos, em diversos bairros. Os foliões tiveram mais de uma semana de festividade, tendo início na sexta-feira anterior ao carnaval (13/02/15) e terminando no domingo subsequente ao Carnaval (22/02/15). Até o Ministério do Turismo recentemente citou nominalmente a cidade ao publicar em 30/01/15 em seu site a nota intitulada Carnaval no Rio deve atrair 1,3 milhão de turistas, revela estudo[3]. O texto afirmava que a estimativa de gastos dos visitantes estavam na faixa de R$ 1,2 bilhão apenas nas cidades cidades do Rio de Janeiro, Búzios, Cabo Frio, Petrópolis, Angra dos Reis e Parati. Em 07 DE JANEIRO DO CORRENTE foi veiculada a notícia que a Prefeitura de Cabo Frio anunciara a IMPOSSIBILIDADE DE REALIZAR A FESTA DE CARNAVAL EM 2016, SENDO O MOTIVO A CRISE ECONÔMICA. A nota ressalta ainda que a festa da cidade é uma das principais do estado e que os 51 blocos carnavalescos da cidade irão buscar apoio da iniciativa privada para que a festa não permaneça cancelada.[4]
            Conforme noticiou o jornalista Serginho Total em seu programa na manhã desta terça-feira, os sambistas de SÂO GONÇALO foram pegos de surpresa com a comunicação do Sr. Alex Santos, subordinado do vice-prefeito Sandro Almeida que comunicou às Agremiações daquele importante município que não haveria condições de realizar o carnaval, no caso o desfile de Escolas de Samba e Blocos Carnavalescos nesse ano. Assim como o Prefeito de Cabo Frio, Alair Corrêa, o chefe do Executivo do de um dos municípios mais importantes do Estado, Neilton Mulim, culpa a “CRISE” pelo cancelamento
Desde a posse do atual Prefeito, RODRIGO NEVES, os sambistas de Niterói podem tranquilamente afirmar que a tal CRISE, há muito passou; o desfile das Escolas de Samba em nosso município está em COLAPSO.
Não farei outra retrospectiva, posto que até em vídeo já publiquei as promessas e propostas não cumpridas dos membros do governo, também o fazendo através de todas as mídias - Programas de Rádio, de artigos, de panfletos e posts em diferentes redes sociais – que chegamos até mesmo a ter esperança.
Essa ESPERANÇA, faltando apenas 26 DIAS para o início das atividades na Rua da Conceição está MORTA E ENTERRADA.
É ao mesmo tempo BOM para qualquer VEREADOR que tenha interesse no carnaval; é EXCELENTE para o CHEFE DO PODER EXECUTIVO, que mentiu e agiu de maneira diametralmente oposta ao que apresentava aos sambistas da cidade durante todo o mandato; igualmente BOM para o PRESIDENTE DA NELTUR, vez que poderá afastar-se de um candidato que tenta a re-eleição e possui um péssimo desempenho em uma área que este sempre atuou com desenvoltura, sendo até mesmo um dos fundadores da U.E.S.B.C.N..
Imagine-se na situação do Prefeito RODRIGO NEVES e marque a alternativa que entender adequada:
A)   REALIZARIA O DESFILE NA RUA DA CONCEIÇÃO, custeando o mesmo e na condição de candidato a re-eleição amargaria durante três dias, por várias horas, as agremiações passando sem seus carros, com as faixas negras em seu lugar e com vasta repercussão no noticiário, sendo um “banquerte” para os adversário lembrarem a todo o tempo as promessas não cumpridas, as trapalhadas administrativas, os erros de gestão, etc;
B)   CANCELARIA O DESFILE NA RUA DA CONCEIÇÃO, e como muitos tem agido, colocaria a culpa na “crise”.

Tenho por mim que tanto o Prefeito, quantos seus aliado políticos marcariam a ALTERNATIVA B

NUNCA EM TODA A MINHA VIDA DESEJEI TANTO ESTAR ERRADO



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ROBERTO MORGADO (por ele mesmo)

Quando nasci meu primeiro lar foi uma casa ao lado da Quadra da Unidos do Cubango. Segundo minha mãe, me agitava ainda em sua barriga nos dias de Ensaio e diz que hoje entende que não era incômodo pelo barulho: era vontade de sair para ir para lá! Ao vir morar no Bairro do Viradouro, com o qual mantenho estreito vínculo desde 1990, passei a me interessar pelo Bloco que havia se tornado Escola de Samba, a Folia do Viradouro. Depois que fiz a primeira visita, de lá nunca mais saí. Além de questões administrativas cuido da divulgação e do conteúdo nos Blogs e Páginas em nome da Folia. Em 2015 criei empresa por achar que as atividades relacionadas a Cadeia Produtiva do Carnaval são geradoras de Renda, Emprego e Cidadania. O conteúdo da coluna é sobre SAMBA e CARNAVAL, seus aspectos culturais e econômicos, com foco nas atividades das Agremiações e dos Poderes Públicos de Niterói.” 

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Mocidade emite nota sobre fraco rendimento no ensaio técnico

Baseado no rendimento insuficiente que apresentou em seu ensaio técnico realizado na noite deste domingo, 10 de janeiro, na Marquês de Sapucaí, a diretoria da Mocidade Independente de Padre Miguel informou que tomará todas as medidas e precauções para que tais episódios não se repitam no dia de nosso desfile.

O diretor de carnaval, Rômulo Ramos chegou a declarar que houve boicote ao seu trabalho.

"Infelizmente apresentamos falhas que comprometeram nossa evolução e já foram devidamente apuradas. Tivemos também um volume incomum de pessoas sem camisa da escola e identificação de imprensa que acabaram invadindo a pista e tornando a situação praticamente insustentável. A imensa torcida independente pode ter certeza da seriedade do trabalho desenvolvido e o respeito hierárquico a todos os profissionais e suas respectivas funções", informou a nota da assessoria de comunicação da escola de Padre Miguel.

Alabê de Jerusalém na quadra da Viradouro






O Samba vai dar lugar a Ópera. Antes de contar a história do Alabê de Jerusalém na Marquês de Sapucaí, no dia 05 de fevereiro, a Unidos do Viradouro vai apresentar para a sua comunidade a obra de Altay Veloso que serviu de inspiração para o carnavalesco Max Lopes desenvolver o enredo da Vermelha e Branca de Niterói na busca pelo retorno à elite do carnaval carioca. A quadra da escola será palco para a ópera brasileira Alabê de Jerusalém, nos dias 13, 14, 15 e 16 de janeiro de 2016, sempre às 20h30, com entrada gratuita. O espetáculo, sucesso de público e crítica, e com direção e coreografia de Fábio de Mello, conta com a participação de dezenas de artistas, entre eles Isabel Fillardis, Watusi e Jayme Periard, e é uma celebração a tolerância e ao amor. A realização é da Prefeitura de Niterói em parceria com o Ministério da Cultura.

O Alabê de Jerusalém, fala sobre a saga de Ogundana, africano do antigo Daomé (atual Nigéria), contemporâneo de Jesus Cristo, que hoje, dois mil anos depois, retorna a terra para contar sua história. Era ele quem cuidava da casa da música na tribo dos Iorubás. A ópera trás passagens marcantes da trajetória de Ogundana, como a amizade com Jesus e a paixão por Judith.

A riqueza musical e poética da obra, a primorosa construção cênica, os mais de 250 figurinos, aliados a um corpo de balé com 24 bailarinos, um coral com 18 cantores e uma trilha musical gravada por mais de 80 músicos, dão origem a essa grande ópera brasileira para tempos de globalização da consciência. Fruto de mais de 25 anos de pesquisa, a peça foi encenada pela primeira vez em 2005, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, e contou com a participação de Lenine, Elba Ramalho, Alcione, Sandra de Sá, Fafá de Belém, Zezé Motta, Lucinha Lins, entre outros. Daí em diante foram inúmeras apresentações, levando milhares de pessoas ao teatro.

A saga de Ogundana se inicia quando ele deixa sua tribo do reino Iorubá ainda menino, com 12 anos, e segue rumo ao norte da África. Depois de caminhar por anos, conhecendo nações, atravessando desertos, savanas, montanhas e vales africanos, chega, enfim, já com 20 anos de idade, às margens do Rio Nilo, onde aprende a avançada medicina do Egito. Une, assim, os conhecimentos terapêuticos aos que aprendeu em sua aldeia, tornando-se um homem capaz de curas. Em sua jornada, no território da Núbia, Ogundana encontra um centurião romano com um sério ferimento feito por uma espada. O Africano, então, cura o oficial, que por agradecimento o convida a ir a Roma.

Em Roma, Ogundana passa a receber soldo para ser um dos médicos do exército romano e quando Pôncio Pilatos é designado governador da Judéia, parte junto da tropa. Na cidade de Cesaréia, apaixona-se por Judith, uma linda judia que é prima de Maria Madalena. Na Galiléia, Ogundana ouve o Sermão da Montanha, conhece Jesus Cristo e, apaixonado pelos ensinamentos do Mestre, o segue até os seus últimos dias, em Jerusalém.

Hoje, dois mil anos depois, no Brasil, num templo de culto africano, o homem de Daomé retorna ao planeta como uma entidade de nome Alabê de Jerusalém para contar sua experiência.

O espetáculo, desde a sua estréia, tem tido o apoio de todos os setores da comunidade artística brasileira, das instituições que trabalham para a efetiva inclusão social daqueles a quem, historicamente, tem sido negada uma participação digna na vida do país e, por conta do seu conteúdo, que busca o mais profundo sentimento de amor, respeito e tolerância entre as diferentes culturas, o Alabê tem recebido congratulações de entidades como a Unesco.

Além de ser uma celebração cultural de alto nível, a peça se propõe a emocionar e provocar uma reflexão sobre os temas da tolerância e da convivência pacífica entre as diferentes crenças e raças. A obra é resultado de mais de duas décadas de pesquisas, inclusive com viagens a Jerusalém, à Nigéria, a Angola e à Bahia.


Serviço:

ALABÊ DE JERUSALÉM na quadra da Unidos do Viradouro

Ópera brasileira de Altay Veloso, com direção de Fabio de Mello e participação de dezenas de artistas, entre bailarinos, atores e músicos

Temporada: de 13 a 16 de janeiro de 2016
Horário: 20h30
Local: Quadra da Unidos do Viradouro
Endereço: Av. do Contorno, 16, Barreto, Niterói-RJ
Classificação: livre
GRATUITO

domingo, 10 de janeiro de 2016

O público nos desfiles das escolas de samba de Niterói


O atual momento do carnaval de Niterói tem motivado sambistas, pesquisadores e intelectuais a participarem de forma mais ativa das discussões sobre os desfiles das escolas de samba de nossa cidade. Preocupada com o futuro da festa, a Cadência da Bateria cede espaço a personagens da folia niteroiense para emitirem suas opiniões, e juntos, buscarmos alternativas para que os desfiles de escolas de samba não desapareçam como ocorreu em 1996.

Sendo assim, apresentamos nosso novo colunista. Roberto Morgado - responsável pela comunicação social e questões administrativas da Folia do Viradouro - passa a assinar uma coluna semanal na Cadência sobre a Cadeia Produtiva do Carnaval, seus aspectos sociais, culturais e econômicos.

Nessa primeira coluna, Morgado aborda o erro estratégico da organização dos desfiles e como isso interfere no público que acompanha os desfiles na Rua da Conceição.

Confira a análise do colunista Roberto Morgado:

O PÚBLICO NOS DESFILES DE ESCOLAS DE SAMBA EM NITERÓI

por Roberto Morgado

É sabido que as Escolas de Samba que não desfilam no Grupo especial da cidade do Rio de Janeiro enfrentam dificuldades para sua manutenção e apresentar seus desfiles. Em Niterói, mesmo as Agremiações do chamado Grupo Principal enfrentam essas dificuldades e por isso em muito se assemelham as Agremiações das Séries B, C, D e do Grupo E, que desfilam na Est.Intendente Magalhães, em Campinho. Esse ano essas Agremiações apresentam-se nos dias 9, 8, 7 e 13, respectivamente.

Desfile de Escola de Samba do Grupo de Acesso na Rua da Conceição em 16 de fevereiro de 2015 (segunda-feira de carnaval)

A ausência do cumprimento das promessas apresentadas e dos acordos anteriormente firmados pela Prefeitura Municipal de Niterói com as Agremiações a U.E.S.B.C.N. traz de volta uma questão que poderia ser avaliada com a edição do desfile em 2016: O PÚBLICO PARTICIPANTE DOS DESFILES NA RUA DA CONCEIÇÃO.

Não existem dados confiáveis acerca do número de pessoas que presenciam os desfiles realizados na cidade. Normalmente esses dados são superestimados pela “imprensa amiga” e pela Polícia Militar. Completamente inexistente qualquer estudo acerca do que leva essas pessoas até o local do desfile e sua origem.

Se houvesse real interesse em tornar a atividade uma atração turística, esses dados seriam colhidos. Ao que nos parece, o Poder Público não vê como uma alternativa a possibilidade de tornar um destino turístico a cidade de Niterói no período de carnaval.
Desfile de Bloco Carnavalesco na Rua da Conceição em 15 de fevereiro de 2015 (domingo de carnaval)



Ao discorrer sobre as Escolas de Samba filiadas a AESCRJ no estudo que trata da CADEIA PRODUTIVA DA ECONOMIA DO CARNAVAL, cuja coordenação geral ficou a cargo de Luiz Carlos Prestes Filho deixa claro que os desfiles das Agremiações que não pertencem ao Grupo Especial, a ELITE DO CARNAVAL CARIOCA, possuem um público diferenciado e sua presença durante o desfile das Agremiações é determinado por motivos diametralmente opostos aos que se encontram na Passarela do Samba.

Vale citar parte do estudo sobre o assunto:

Em relação ao público que costuma assistir aos desfiles realizados na Estrada Intendente Magalhães(...) é observado que a faixa etária predominante é a que tem mais de 40 anos (52%), restando 48% entre 20 e 40 anos. Jovens abaixo dos 20 anos são poucos, apenas 7% dos que se aglomeram para ver o desfile. Embora sejam presença marcante no entorno da avenida, não demonstram muito interesse pelo desfile.

O evento configura-se, assim, como opção de diversão para as famílias locais, e a presença de muitas crianças fantasiadas, ocupando a avenida nos intervalos entre uma e outra escola, mostra vestígios do autêntico carnaval de rua que está desaparecendo, inclusive dos subúrbios do Rio de Janeiro.

Ainda segundo a pesquisa, embora as escolas provenham de vários bairros, somente algumas conseguem mobilizar torcidas, que as aclamam durante a passagem. Este contingente, no entanto, abandona a área de desfiles assim que a escola passa e não pode ser caracterizado como “público assistente”. O resultado mostra que ou as escolas não têm público fiel, ou ainda estão conquistando o novo público do desfile em Campinho, pois, com certeza, não é o mesmo que assistia aos desfiles na Avenida Rio Branco até 2002.

Quando indagados sobre o que mais os atrai nos desfiles, a resposta padrão foi “a movimentação geral” (77%), deixando aspectos importantes como os sambas e as alegorias (7% e 11%, respectivamente) desprezados.(...)

O nível dos desfiles é considerado “bom” por 59%, “excelente” por 18% e “regular” por 21%, em que pese a existência, em determinadas escolas, de alas reduzidas a duas ou três pessoas, carros mal-acabados, alas de baianas incompletas ou exclusivamente de homens, além de algumas escolas que realmente não conseguem passar como “escolas”, caso da Acadêmicos da Barra da Tijuca, em 2006, que levou para a avenida apenas sua bateria com cerca de 60 pessoas, não chegando a configurar sequer um bloco.
(...)


Considerados os PRINCIPAIS ASPECTOS abordados no texto, sobre as edições dos desfiles na Rua da Conceição identificamos as afinidades. Após, apresentamos sugestões para o aumento do público durante as apresentações:

No que diz respeito a FAIXA ETÁRIA, o que se percebe na Rua da Conceição é exatamente o que ocorre na Est.Intendente Magalhães: muitos jovens e quase nenhum interesse pelo desfile em si, mais afeitos a AGLOMERAÇÃO decorrente da atividade. Nos arredores é comum a presença de carros com caixas de som tocando música funk.

Assim como ocorre na Est.Intendente Magalhães, percebemos nas arquibancadas da Rua da Conceição um público que prestigia, em especial, a Escola de sua comunidade, pouco interesse restando ao desfile das outras agremiações. Então, a inexistência de público fiel, seja por influência e importância de suas atividades na comunidade, seja pela distância desta até a área onde ocorre o desfile, condena a Agremiação a desfilar para poucas pessoas o que, é notório, reflete diretamente na animação e na empolgação dos desfilantes.

Quanto ao NÍVEL DOS DESFILES não temos conhecimento de nenhuma colheita, em tempo algum, desse importante dado, seja pela Prefeitura Municipal de Niterói nem tampouco pela U.E.S.B.C.N.. Sem qualificar o espetáculo que apresentam não vemos possibilidade de identificar aspectos que poderiam trazer um maior número de pessoas a participar dos desfiles, seja como público ou inclusive desfilantes.

Por fim, consideramos que o fato de o DESFILE em si não chamar a atenção dos jovens é a falta de identidade com o samba, sendo uma maneira adequada e profícua de trazer à atenção dos adolescentes a criação de ESCOLINHAS DE PERCUSSÃO, vez que teriam entre si uma salutar rivalidade, entre agremiações e bairros. No mesmo formato poderiam ser criados cursos de dança para passistas e Mestres-Sala e Porta-Bandeiras.

Desfile de Bloco Carnavalesco na Rua da Conceição em 15 de fevereiro de 2015 (domingo de carnaval)

Um elemento de fomento ao direcionamento de pessoas para as atividades realizadas no centro da cidade poderia ser uma parceria com EMPRESAS DE ÔNIBUS LOCAIS, no sentido de criar LINHAS ESPECIAIS, como HORÁRIOS ESPECÍFICOS que a fim de evitar caronas, realizariam o EMBARQUE em pontos pré-determinados e teriam como área de DESEMBARQUE unicamente local para esse fim criado e próximo a área onde ocorrem os desfiles. Essas linhas, gratuitas fariam o trajeto de volta após o fim da apresentação das Agremiações, fazendo com que o público permanecesse na área do desfile e imediações, havendo menor dispersão e facilitando o controle da movimentação de pessoas e trânsito pelas autoridades de segurança.

No que diz respeito a qualidade das apresentações promovidas pelas Agremiações filiadas a U.E.S.B.C.N. na Rua da Conceição, as progressivas diminuições no apoio financeiro público destinado as Escolas de Samba e Blocos obviamente prejudicam a apresentação, fazendo que a cada edição sejam apresentadas fantasias menos elaboradas e carros alegóricos menores e/ou menos decorados. O menor número de componentes em determinadas alas, como definido pela U.E.S.B.C.N. com o anúncio da nova redução em 20% dos valores para realização dos desfiles irá comprometer ainda mais o espetáculo.

Por fim, só nos resta achar imprópria a postura do município em atribuir o custeio total da atividade a um erro estratégico, colocando nas Agremiações a responsabilidade de obter recursos junto a iniciativa privada, como manifestado em Programa de Rádio (Programa Serginho Tal, Rádio Fluminense AM, dia 12/15). Para fomentar a atividade, um patrocinador espera retorno. Com as condições que são oferecidas as Agremiações e restrições regulamentares, nenhum empresário em sã consciência irá investir em uma atividade que a cada edição torna-se menor e menos atrativa ao público.

Esse sim, podemos considerar um erro estratégico.

*Fotos: reprodução dos vídeos institucionais do Carnaval de Niterói 2015"

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ROBERTO MORGADO (por ele mesmo)

Quando nasci meu primeiro lar foi uma casa ao lado da Quadra da Unidos do Cubango. Segundo minha mãe, me agitava ainda em sua barriga nos dias de Ensaio e diz que hoje entende que não era incômodo pelo barulho: era vontade de sair para ir para lá! Ao vir morar no Bairro do Viradouro, com o qual mantenho estreito vínculo desde 1990, passei a me interessar pelo Bloco que havia se tornado Escola de Samba, a Folia do Viradouro. Depois que fiz a primeira visita, de lá nunca mais saí. Além de questões administrativas cuido da divulgação e do conteúdo nos Blogs e Páginas em nome da Folia. Em 2015 criei empresa por achar que as atividades relacionadas a Cadeia Produtiva do Carnaval são geradoras de Renda, Emprego e Cidadania. O conteúdo da coluna é sobre SAMBA e CARNAVAL, seus aspectos culturais e econômicos, com foco nas atividades das Agremiações e dos Poderes Públicos de Niterói.

Diogo e Cristiane são os detentores do pavilhão independente em 2016

Com muita dedicação e entrosamento, Diogo Jesus e Cristiane Caldas se preparam para buscar as notas máximas para a Mocidade independente de Padre Miguel no quesito mestre-sala e porta-bandeira daqui a aproximadamente um mês. Dançando juntos pela primeira vez, a dupla se prepara há cerca de sete meses sob o comando do coreógrafo Bonifácio Junior. Foram muitos ensaios semanais e uma preparação física pesada para aguentar os esforços da função. "É muita responsabilidade no meu segundo ano de Mocidade. A diretoria aposta muito em mim e me deu a chance de continuar. Quero fazer um lindo trabalho ao lado da Cris e do Boni. Vamos corresponder às expectativas", afirmou Diogo.

Já Cristiane revelou como se desenvolveu o processo de criação da fantasia, que teve participação direta de ambos. "O Alexandre (Louzada) e o Édson (Pereira) nos convidaram e perguntaram o que gostaríamos de vestir. Eu me assustei. Normalmente o carnavalesco dá o figurino e você é obrigado e se habituar com a roupa. Falamos exatamente o estilo de roupa que queríamos. Duas semanas depois nos apresentaram a proposta e fiquei apaixonada. Será a roupa mais bonita com que já dancei em toda a minha vida", disse a porta-bandeira.

A Mocidade Independente de Padre Miguel será a quinta escola a desfilar no domingo de carnaval.

Confira a participação do casal no oitavo episódio da TV Mocidade na temporada:

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Mais do que nunca, é preciso cantar

COLUNA DO POETA

Nosso colunista Eduardo Poeta chegou ôôô... e inicia 2016 falando sobre a qualidade dos sambas das Escolas de Niterói para o carnaval que se aproxima, questiona o processo de escolha dos hinos em algumas agremiações e apesar dos pesares, continuará descendo o morro à cantar.


Confira a opinião do nosso colunista Eduardo Poeta:

"...Ô Ô Ô Ô Ô Mais uma vez, a cigana me enganou
Mas, é ano eleitoral... Vamos ver quem ri melhor
Quem ri à vera no final."


Podia ser um refrão para o carnaval. Não o melhor, porque melhor no carnaval de Niterói está bastante complicado mas, não quero ficar aqui falando de absurdos, safadezas e política.Sim, porque tudo que está rolando aí neste carnavalzinho mequetrefe que nos vão fazer engolir, para beneficiar uns poucos e enganar muitos, é política. Purinha, purinha e daquelas mais cretinas possíveis.Vamos ver sem quem dirige o carnaval da cidade - todos -, passa a ter inteligência, sensibilidade, cultura, honradez, respeito às comunidades e, menos, muito menos "rabo preso" com a política que é para que possamos fazer valer o tradicional "direito do samba" em anos vindouros, se eles existirem, é claro. 

O papo aqui é samba-enredo e como eu acho que não é ético compositor ficar comentando samba dos outros, vamos tentar fazer apenas um apanhado geral dos hinos dos blocos de empolgação de Niterói para o carnaval 2016. (Não adianta se estressar comigo. Sem alegoria - Não vai ter nem um tripezinho de apresentação do enredo ? - é Bloco de Empolgação e ponto final; Escola de Samba é outro papo, outra história.

Apesar de alguns pesares, talvez seja esse o melhor ano ou a melhor safra de sambas-enredo desde que o carnaval da cidade foi "revitalizado" (kkkkkkkkkkkkkk; desculpem), antes de ser esculachado. Os pesares a que me refiro são: Escolas que optaram por não fazer disputas de samba e embarcaram na "ondinha" da encomenda. Isso não forma compositores; beneficia um grupelho e, apesar do ano complicado - eu entendo -, atrapalha a renovação do samba. Tá achando que não? Você tem visto muitas caras novas no samba? Os diretores são os mesmos, os "profissionais" são os mesmos, os intérpretes são os mesmos, as idéias - e as cópias -, são as mesmas e os compositores, claro, também são e lá vamos nós para mais um dos pesares. Não é preciso que se fechem Alas em um carnaval que está recomeçando e de Escolas pequenas mas, convenhamos, vocês verão que certos compositores estão escrevendo para várias escolas ao mesmo tempo, inclusive do mesmo grupo e fica uma coisa, no mínimo surreal. O cara vai me dizer que ele faz por amor ao carnaval e tal...e eu, além de rir muito dele, vou dizer a ele que o amor dele é outro. É só mais um se beneficiando e querendo se dar bem, como aliás, parece que o samba hoje só se presta a isso; gente querendo aparecer muito e formação de cartel de todos os níveis, o que não quer dizer que o talento falte; uma coisa é o cara ter talento e ética, outra coisa é ser cara-de-pau, o que não o exime de ter talento.

Por falar em talento...Os sambas da cidade estão sim, em sua maioria absoluta, bons. Os enredos, com exceções, claro, não acompanharam essa evolução dos sambas este ano mas, isso é uma outra conversa. Todos os grupos de desfile tem sambas que condizem com aquele talento citado acima, com ótimas surpresas, boas sacadas, excelentes intérpretes, cadência para desfile, no que a gente chama de "samba de chão" e não samba "pra inglês ver e japonês levar em cd" e até alguma novidade em termos de melodia. Em meio a esta desolação que tomou conta da folia momesca em nossa cidade, a coluna quer parabenizar as entidades e os compositores que nos farão cantar com vontade várias vezes na "Conceição". Análise técnica dos sambas, é bobagem e presunção nunca foi o meu forte, sendo assim, o que eu não gostei - e foi pouco -, não importa a mínima. Para se ter uma idéia da coisa, na minha opinião, de nove escolas do Grupo Principal eu só posso chamar um samba de ruim, um de fraco, três de bons, um de muito bom e três de excelentes e a coisa se estende aos outros grupos em menor escala - no Grupo de Acesso também temos três sambas excelentes, por exemplo - mas, quase sempre positivamente e ponto final. Não sei nem mesmo quem são a maioria dos compositores, já que a divulgação dos mesmos é péssima - escutei em um blog - graças ao amigo Paulinho Sants, da Engenhoca -, porque nem mesmo a Cadência teve acesso a todos os sambas - mas, assim como vocês, eu também tenho minhas preferências, eu também gosto de escutar bons sambas, eu também curto cantar bons sambas e, por isso, parabenizo com muita felicidade aos sambas em geral e, lembro que, em tempos de "vacas magras" no visual, cantar bons sambas pode fazer toda a diferença. A Cadência costuma me fazer votar no "melhor samba"; faz isso por grupo e se fosse no momento eu não saberia dizer qual é o meu voto, até porque na avenida é outra história. Estou aprendendo, namorando cada um deles, moldando a paixão e, tenho certeza, o amor virá. POR ENQUANTO, por essas terras protegidas por Tupã, eu vou descendo o morro à cantar, sem nenhum preconceito, feito um sabiá tupiniquim, traçando caminhos no coração, já meio apaixonado, cantando à sombra... "A turma do samba chegou ô ô ô...". Pois é... saudade - vai haver lirismo e saudade -, em nosso cantar.
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Eduardo Poeta (por ele mesmo):

"Sou da Jonathas, acesso ao "Abacaxi" mas, comecei no Bugres do Cubango. Fui ritmista, empurrador de carro alegórico, diretor de Harmonia, desfilei até com camisa de APOIO, seja lá o que for isso. Sei sambar, mané, logo, podia ter sido passista, já cantei samba na avenida mas, sou um péssimo intérprete e, não me chamaram mais; só não fui baiana porque isso não pegava bem na minha época. Também já fui compositor e consegui até ser Tri-campeão na Academia de Niterói (Cubango;uma paixão) e Hexa-campeão na princesa do "Cavalão" (Salve a Mocidade de Icaraí;um grande amor); Sou sambista.Ponto. Agora, já que deixaram, vou tirar uma onda de colunista na CADÊNCIA. Vem comigo!"

Na última feijoada antes do Carnaval, Vizinha Faladeira recebe a Estação Primeira de Mangueira

No próximo sábado, fechando o ciclo dos preparativos do Carnaval 2016, a Vizinha Faladeira receberá a Estação Primeira de Mangueira. A festa promete. O Grupo TÁ COM MEDO vai agitar a festa com vários sucessos do samba e pagode, e DJ’s sacudindo a pista com vários ritmos.
Bateria, casais, velha guarda, baianas, e demais segmentos da Vizinha Faladeira estarão presentes realizando mais uma bela apresentação e recebendo com muito carinho, a verde e rosa.
Haverá ainda a participação dos blocos da região portuária transformando a festa em um grande “Grito de Carnaval”.

A agremiação do Santo Cristo e única representante da zona portuária, em seu retorno ao Carnaval vem crescendo a cada dia. O trabalho realizado durante o ano de 2015 deu o suporte necessário para o desenvolvimento de todo o processo do Carnaval de 2016. Todas as etapas foram cumpridas dentro da programação e do cronograma rigorosamente estabelecido pela direção de carnaval.
A escola está com seu trabalho praticamente pronto, fechando alguns poucos detalhes de barracão e ateliê.

Serviço:
FEIJOADA DA VIZINHA FALADEIRA
ESCOLA CONVIDADA: GRES ESTAÇÃO PRIMEIRA DE MANGUEIRA
DATA: 9 DE JANEIRO 2016
HORÁRIO: 14h
FEIJOADA SERVIDA ATÉ ÀS 17H
local: Rua da Gamboa 345 - Gamboa - Ao lado da Cidade do Samba, em frente ao barracão da Grande Rio. Acesso pela Via Binário sentido Praça Mauá

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Cubango volta a ensaiar com força total

Após as festas de fim de ano, a Acadêmicos do Cubango se prepara intensamente para realizar o sonho de chegar ao Grupo Especial no carnaval, e para isso intensificará seus ensaios que estarão retornando com força total. 

Os dois casais de Mestre Sala e Porta Bandeira da escola
(Foto: Lúcia Mello/ Divulgação)

Os ensaios acontecem às quintas-feiras na quadra da Rua Noronha Torrezão, 560, e aos sábados na Avenida Amaral Peixoto no Centro de Niterói, com a presença de todos os segmentos, diretoria e componentes da escola. No dia 23 de janeiro, a verde e branco se apresenta na Marquês de Sapucaí, para o ensaio técnico que irá avaliar seu andamento e acertar todos os detalhes. 

A Acadêmicos do Cubango encerrará os desfiles do Grupo de Acesso A no sábado de carnaval com o enredo "Um banho de mar à fantasia" do carnavalesco Cid Carvalho.

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Novidades na Engenhoca

A União da Engenhoca divulgou nessa semana os nvos nomes da sua equipe para o Carnaval de 2016. O pavilhão vermelho e ouro será conduzido por Rogerinho e Verônica Carvalho. No último carnaval o casal defendeu as cores da escola gonçalense Boêmios do Jardim Catarina, onde foram premiados como melhor Mestre-sala e Porta-bandeira.

Rogerinho e Verônica conduzirão o pavilhão vermelho e ouro em 2016

Mudanças também na comissão de frente, que será composta por bailarinos da companhia de dança Genery Companny. Já a ala de passistas será comandada João Marcello Hipólito, ex integrante da ala de passistas do Acadêmicos do Cubango.

A grande novidade anunciada pelo presidente Anderson Canela foi a definição de local para ensaios. "Vamos utilizar as dependências do Clube Onze Unidos, que fica na Rua Don Antonio de Almeida Morais Jr, em frente DPO, e ao lado da antiga quadra do Corações Unidos", informou o presidente. A União da Engenhoca ficou sem lugar fixo para ensaiar desde a desativação da quadra da Corações Unidos, onde realizava suas atividades.

Em 2016 a União da Engenhoca será a 5° escola a desfilar na segunda -feira (08/02/2016) na Rua da Conceição pelo Grupo de Acesso com o enredo "Da cor do Brasil, a Engenhoca conta nossa miscigenação”.

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Hinos da 'Série A' agitaram a sexta-feira na Estácio


A noite da última sexta-feira, 13 de novembro, foi especial para os sambistas que visitaram a quadra do GRES Estácio de Sá. Faltando aproximadamente 90 dias para o espetáculo da Marquês de Sapucaí, o público acompanhou a primeira etapa da Noite dos Campeões do Carnaval 2016, ouvindo os sambas que passarão no Sambódromo na sexta e sábado de Carnaval.


As agremiações da Série A compareceram em peso para a festa que exaltou os compositores das 14 agremiações que compõem o grupo. Outra surpresa foi a visita da comitiva das baianas da Mocidade. Lideradas por Tia Nilda, as tias baianas foram prestigiar a festa e homenagear Maria Luiza, coordenadora do segmento na vermelho e branco.





Na próxima semana a festa continua com a apresentação das obras campeãs do Grupo Especial. Em 2016, a primeira escola de samba do Brasil está de volta ao grupo de elite abrindo as apresentações no domingo de Carnaval. O enredo do GRES Estácio de Sá é “Salve Jorge! O Guerreiro na Fé!”

fotos: Dayse King

domingo, 15 de novembro de 2015

Folia do Viradouro escolhe seu hino para 2016

A TV Cadência cobriu a final de samba do GRES Folia do Viradouro, realizada na sexta-feira, 13 de novembro de 2015. Veja como a festa e confira entrevistas exclusivas com a presidência e diretores da atual campeã do Carnaval de Niterói.

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Folia do Viradouro escolhe seu hino para 2016 na sexta-feira

A atual campeã do carnaval de Niterói, A Folia do Viradouro escolhe nesta sexta-feira, 13 de novembro, a partir das 22h, em sua quadra, na Rua Mário Viana, o samba que levará para a Rua da Conceição em 2016. Três parcerias se credenciaram para a disputa final. Para Didi, o mais experiente membro da Escola, o processo de escolha do samba é sempre um momento de festa e, ironicamente, de tristeza. "Festa dos vencedores e lamento de quem não verá a sua composição ser cantada durante o desfile. Mas carnaval é assim. Passados alguns dias os outrora adversários estão cantando juntos o samba escolhido entre risadas e abraços", afirma o Diretor que junto com Mangueira responsabiliza-se pela Harmonia e evolução da Folia.

Os três finalistas são os seguintes:

GRUPO - Anderson Lemos, Careca, Diego Nicolau, Gege Fernandes, Juliana Santos, Kokinho Santos, Robson Ramos e Ruan

GRUPO – Maicon Moura, Marquinhos e Wagner Valle

GRUPO - Edu Cigano, Jorge Rã, Kikinho De Santa Rosa, Lilinho, Rosamaria Sant´Anna e Walker

Transmissão - A Cadência da Bateria irá cobrir a final da vermelho e branco com exclusividade e durante o evento disponibilizará nas redes sociais esses momentos de alegria. A festa começa às 21:30 e, segundo os Dirigentes, “não tem hora nem dia para acabar”.

Disputa - Nessa edição, ao contrário dos anos anteriores, a Folia não fez uma convocação maciça para que intérpretes e compositores participassem da disputa e nem tampouco disponibilizou Regulamento detalhado para essa atividade. "Dessa vez preferimos diminuir a divulgação para que pudéssemos cuidar desses interesses mais urgentes, como a remoção dos carros do meio da rua, a manutenção da quadra e o total aproveitamento do que nos restou em termos de material para iniciarmos a confecção da parte estética do Desfile, o que nos preocupa até agora face as indefinições da Prefeitura", explica Márcio Fumaça, Diretor de Carnaval. 

Atrações - Assim como nos eventos de setembro e outubro a Folia do Viradouro promete diversão e lazer na quadra durante a final. Antes da apresentação dos grupos concorrentes haverá show com os pagodeiros do Grupo Sublime Olhar. A convidada dessa edição é a poderosa BATERIA TREME-TERRA, da Mocidade Independente de Icaraí. Os 2 casais de Mestre-Sala e Porta-Bandeira também irão se apresentar. O que tem sido o grande momento dos encontros são as coreografias desenvolvidas pelo renomado coreógrafo Gilliard Pinheiro. Desde abril é Gilliard quem comanda a Ala de Passistas. "O profissionalismo e competência de Gilliard nos tranquiliza e nos enche de orgulho. Profissionais como ele e a sua equipe – o dançarino mantém um grupo coeso ao seu redor e que não abre mão – são daqueles que nunca mais deixarão a Folia do Viradouro. Eles não querem sair e nós, muito menos!", ressalta o diretor Morgado, citando como exemplo o 1º casal de Mestre Sala e Porta Bandeira (Marlon Flores e Manoela Cardoso) e a Comissão de Frente, sob a direção de Tom Barros. "Mesmo não sendo quesito para o desfile, o que fazem em quadra lhes credencia a participar do grupo dos “intocáveis” da Escola", brinca Morgado.  Desde que ingressaram na Agremiação a Comissão de Frente e o Mestre Sala e Porta Bandeira sempre garantiram a Escola a nota máxima de todos os jurados nesses quesitos.

Planejamento - A escola se desdobra para realizar seus eventos de quadra e planejar seu desfile. "Como fazemos há anos, apresentamos a sinopse do enredo na tradicional FEIJOADA 0800 DA FOLIA no feriado nacional de 07 de setembro para, no mês seguinte, comemorarmos nosso aniversário. Tradicionalmente a escolha do samba fica para a primeira quinzena de dezembro. Para esse carnaval resolvemos adiantar esse processo", explica o Presidente Paulo Roberto, o Paulinho.

A Folia do Viradouro, como as demais Agremiações da cidade sentem na pele o descaso com que os desfiles – e o carnaval da cidade como um todo! – vem sendo tratado pelas autoridades responsáveis pela realização da festa. A cada evento são realizadas várias atividades como shows e apresentações de setores da Agremiação e convidados. Neste ano a vermelho e branco inova trazendo os sabores de cada região do país com o tema "De Norte a Sul a FOLIA desvenda os sabores do Brasil".

O Vice-Presidente da Agremiação, Marcelo Serpa, diz que mesmo enfrentando dificuldades para custear os eventos, a credibilidade da Folia contribui para a obtenção de parceiros e apoiadores. "Buscamos enredos originais e que possam apresentar algum retorno aos nossos colaboradores. A divulgação em camisetas, redes sociais, afixação de banners em quadra e a referência expressa a essa colaboração, sempre que possível, traz benefícios para quem nos ajuda a manter o calendário – esclarece Serpa. Os nossos membros também estão apoiando essa postura e os grupos de compositores tem se beneficiado desse modo de gerirmos a Agremiação", conclui, referindo-se ao apoio dado por Lanchonetes, Oficinas, Restaurantes e demais atividades comerciais do entorno que custeiam a gravação de cd´s, confecção de camisetas, doam fogos de artifício e até mesmo providenciam cópias para divulgação dos sambas concorrentes em troca dessa publicidade.
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Aconteceu na Avenida

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O editor do blog, Luiz Eugenio, entrevistando o intérprete Willian no Carnaval 2008

Personagens da Folia

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Rodrigo Fontes, coreógrafo da Comissão de Frente da Sabiá

Musa da Cadência 2013

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Danúbia Gisela, a madrinha da bateria do GRES Tá Mole mas é Meu

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Jéssica. Porta-bandeira do Experimenta da Ilha

Cris Alves Rainha do Carnaval da Souza Soares

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Explosão da Folia

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Folia e Souza. Campeãs 2015

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